Dor crônica

Como? Onde? O que? - Veja como identificar

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Já vimos aqui que a dor é extremamente importante para o organismo humano, pois é ela que nos protege de situações de risco. Em momentos de exposição, ela alerta o corpo sobre um possível perigo. Por outro lado, a dor crônica chega a ser debilitante e, ás vezes, incapacitante.

Segundo pesquisas, a dor crônica é “a distorção de um processo que deveria ter sido agudo” , ou seja, é a continuação de um problema que deveria ter sido sanado. Ainda se entende que este tipo de dor é capaz de transformar o indivíduo, a dor crônica altera a carga genética e lhe dá uma expressão fenotípica diferente da anterior.

Nesses casos o diagnóstico chega a ser quase que subjetivo, pois ao examinar, o médico fica refém da queixa do paciente já que “não existe um exame que prove que dói tanto” i, no entanto algumas ‘perguntas’ podem direcionar a identificação da dor, veja abaixo:

Como? Onde? O que? -  Veja como identificar a dor crônica:

Como é a sua dor? – Essa é a primeira, e mais difícil, pergunta a se fazer. Geralmente, ao se perguntar a um paciente, não se ouve uma resposta imediata. Ele tenta, sem sucesso, buscar adjetivos para descreve-la. É como se o que estivesse sentindo fosse extremamente singular.

Onde é a sua dor? – É necessário identificar onde está localizada a dor, em que região do corpo ela se encontra. Ela dói menos aqui? Mais aqui? “É preciso topografar a dor” i.  

O que tem aí que poderia doer? – Músculo? Pulmão? Deve-se buscar uma causa principal.

No geral, se faz essas perguntas porque o relato do paciente é a base para tudo.

Atenção: Mesmo com essas dicas, é importante o diagnóstico preciso de um médico. Somente ele, como profissional de saúde, é capaz de analisar e tratar a dor.

Mônica Angelim Gomes de Lima e Leny A. Bomfim Trad - Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 23(11):2672-2680, nov, 2007

Publicado: 14/06/2017


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