Cólicas Menstruais - Aprenda como aliviar.

10% das mulheres ficam incapacitadas para o trabalho nesse período

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Cólicas menstruais

Atualmente a grande maioria das mulheres, cerca de 90%, já sofreram ou sofrem com as dores da cólica. Os incômodos no baixo ventre costumam aparecer próximo ao meio do ciclo menstrual. Ou seja, se o ciclo-menstrual de uma mulher é de 28 dias é normal que por volta do 14º dia a mesma seja acometida de cólicas.

Mulheres ainda bem jovens podem sofrer deste mal, pois as dores habitualmente começam entre o 6º e o 18º mês após a menarca, mas o seu pico é entre os 18 e 24 anos de idade.

 

“10% das mulheres ficam incapacitadas para o trabalho nesse período”

 

Também conhecida como “dismenorreia”, palavra derivada do grego que significa fluxo menstrual difícil, as cólicas menstruais dolorosas podem vir acompanhada de outros sintomas como vômito, diarreia, fadiga, dor lombar, nervosismo e tonturas. Alguns estudos apontam que cerca de 10% das mulheres ficam incapacitadas para o trabalho nesse período.

Pode-se dividir a dismenorreia em dois tipos, a primária e a secundária. A primária é considerada um tipo de cólica essencial e funcional, e a secundária um tipo adquirida ou orgânica. Entenda melhor as diferenças e contrapontos entre esses dois tipos tabela abaixo:

Dismenorreia primária

Dismenorreia secundária

Início dos sintomas alguns meses

após a menarca

Início a qualquer momento após a menarca,

especialmente acima de 25 anos.

Dor associada com início do

fluxo. Inicia-se pouco antes ou

no 1º dia da menstruação e dura

frequentemente de 8 a 72 horas.

Variável, podendo mudar início e

intensidade da dor.

Náuseas, vômitos, cefaleia e outros

sintomas podem ocorrer

Sinusiorragia, dispareunia e menorragia podem ser referidos.

Exame físico complementar normal

Anormalidade pélvica evidenciada em exames

História pregressa sem relevância

História pregressa de exposição a doenças

sexualmente transmissíveis, uso de DIU,

uso de tampão, história familiar de

endometrioses, história de sangramento

uterino anormal, cirurgia prévia.

Boa resposta à terapia com AINEs

e ACO.

Ausência ou mínima resposta à AINEs e ACO

(Proctor & Farquhar, 2006)

O diagnóstico da cólica se dá puramente de forma clínica. Como dito anteriormente baseia-se na própria descrição: presença de dores no baixo ventre durante a menstruação.

O médico avalia o momento em que a dor surgiu e a regularidade do padrão menstrual. Em seguida, em certos casos, são feitos exames ginecológicos mais completos e complexos, como os exames de laboratório e de imagem.

Uma boa alimentação, exercícios físicos e compressas de água quente podem ajudar a aliviar os sintomas. Em casos de dores crônicas e em níveis além do médio aconselha-se uma consulta médica.

Publicado: 23/09/2016


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